Indefinido

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Na medida em que o mundo passa por profundas mudanças em diversos campos, uma das suas consequências são as alterações no mercado de trabalho. Com a digitalização e os avanços tecnológicos, as profissões também estão se modificando. Enquanto algumas estão se tornando obsoletas, outras se fortalecem e novas surgem. Para acompanhar essas transformações, cada vez mais as pessoas precisam se formar, se capacitar ou se atualizar profissionalmente. Muitos trabalhadores precisam se requalificar porque seus trabalhos estão em vias de extinção. Em função disso, a sociedade terá interesse em estudar sempre, e esse comportamento leva à valorização da educação profissional e tecnológica.

Esta é uma das conclusões a que chegaram os participantes deste webinário sobre o futuro da educação profissional, moderado pelo professor Aléssio Trindade, do Instituto Federal da Paraíba: Ellen Gera e Getúlio Marques, respectivamente secretários de educação do Piauí e do Rio Grande do Norte, Felipe Morgado, gerente executivo do Senai, Jefferson Manhães, reitor do Instituto Federal Fluminense, e Francisco Cordão, educador especialista em educação profissional.[sv1] 

Para eles, a pandemia do SARS-CoV-2 trouxe algumas lições. Uma delas é a de que a falta de conexão com a internet leva a um aumento da desigualdade educacional no mundo todo. Neste sentido, a conectividade deve passar a integrar o direito à educação. Outro aprendizado é o de que a escola se revelou como uma grande invenção democrática, não apenas porque permite que os pais vão para o trabalho, mas principalmente porque aumenta a equidade no acesso ao aprendizado.

A recente aprovação pelo Conselho Nacional de Educação das novas diretrizes curriculares da educação profissional e tecnológica é outro fator de estímulo para o futuro dessa modalidade de educação, abrindo a possibilidade de continuidade da formação, por meio de cursos superiores de tecnologia e de mestrado profissional. Os debatedores concordam, ainda, que a educação profissional está sendo vista como uma estratégia de política social, articulando educação, trabalho, desenvolvimento social e econômico, e para dar suporte ao uso intensivo das tecnologias digitais pela escola pública.

 Num futuro próximo, a partir da retomada das aulas presenciais, a educação profissional e tecnológica deve estreitar sua relação com o setor produtivo para verificar quais são os profissionais que o mercado de trabalho efetivamente necessita, para que novos cursos sejam ofertados ou para que os currículos dos cursos estejam mais conectados à vida no chão da fábrica ou das empresas. Importante, também, que haja maior articulação e integração entre as redes públicas e privadas para consolidar e ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica à sociedade.

 

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