• Com a “desmaterialização” da escola, seus ruídos, seus cheiros, sua socialização, decorrente do isolamento social devido à pandemia, alunos e professores passaram a conviver num novo espaço/tempo de aprendizagem. Para eles, o novo “normal” implica lives, Zoom Teams, Meet, plataforma Moodle, aulas remotas, estudo em casa e portais na internet. Ou seja, a Covid-19 levou escolas públicas e privadas e redes estaduais e municipais de ensino a solucionar, hoje, questões que estavam sendo debatidas já tempos, como a utilização da tecnologia na educação.

    Como diminuir o isolamento dos docentes e estudantes durante a pandemia? De que maneira manter a rotina de ensino? Qual o modo de trabalhar para que os alunos não percam o semestre? E como impedir a evasão escolar sem que haja uma escola aonde ir? Para obter respostas a estas e outras perguntas, assista este Webinar Educação mediada por tecnologia em tempos de pandemia. Nele, os secretários de educação dos estados da Paraíba, Cláudio Furtado, e do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, e as professoras Maria da Graça Moreira da Silva, do programa de pós-graduação em educação da PUC de São Paulo, e Tatiana Soster, da FGV, debatem as diferentes maneiras de ministrar educação longe da escola. E concordam que as tecnologias digitais tornaram-se imprescindíveis tanto na administração quanto no processo de aprendizagem e de avaliação.

    Segundo os debatedores, foram necessárias duas estratégias para manter o processo ensino-aprendizagem, uma voltada aos alunos com estrutura digital em casa e a outra, aos que não tinham acesso à internet. No Rio de Janeiro, por exemplo, embora 80% dos estudantes tenham acesso fácil à rede, o governo estadual doou “chips” a todos os alunos e professores visando ampliar a possibilidade de acesso à internet. Além disso, firmou parceria com uma TV aberta para a transmissão de duas horas diárias de aulas, priorizando o ensino médio. Na Paraíba, em que apenas 27% do alunado possuem computadores em casa e 63% têm acesso por celular, foi preciso criar mais soluções para garantir o ensino: plataforma educacional, templates, aulas via TV aberta e até o tradicional uso de material impresso e roteiros de estudo para estudantes e professores. Todas as soluções, contudo, passaram antes pelas escolas, que, apesar de “desmaterializadas”, terminaram estreitando seus laços com as famílias e as comunidades.

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