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    A Fundação Getulio Vargas convida para a série de webinars Ensino Médio: Recursos digitais nas áreas do conhecimento da BNCC, que será realizada com convidados especialistas no tema e promoverá o debate sobre o caráter e as características da BNCC nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática, Linguagens e Ciências Humanas. A série reforça o conteúdo disponibilizado em oito cursos on-line, na área de Educação e Humanidades, que são oferecidos gratuitamente no portal de educação executiva, com 1 hora de duração e declaração de participação ao final. São quatro webinars transmitidos ao vivo, pelo canal da FGV no Youtube: 01/12 - Recursos digitais e o ensino de Matemática à luz da Base Nacional Comum Curricular 03/12 - 15h às 16h - Recursos digitais e o ensino de Ciências da Natureza à luz da Base Nacional Comum Curricular 09/12 - 15h às 16h - Recursos digitais e o ensino de Linguagens à luz da Base Nacional Comum Curricular 16/12 - 15h às 16h - Recursos digitais e o ensino de Ciências Humanas à luz da Base Nacional Comum Curricular Acesse o curso gratuito Objetivos de aprendizagem referenciados pela BNCC de Matemática: https://bit.ly/3l55mrc Palestrantes: Carlos Eduardo Mathias Motta - Professor Associado do Departamento de Matemática Aplicada (GMA) - UFF Antônio Amaral - Professor de Matemática na Rede Estadual Piauiense de Ensino Katia Stocco Smole - Diretora do Instituto Reúna, fundadora do Instituto Mathema, presidente da Câmara de Educação Básica do CEESP Moderação: Eduardo Mendes - Professor adjunto FGV EMAp

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  • Os textos reunidos nesta publicação convergem para a importância da valorização da agenda de desenvolvimento municipal, em especial se aproveitando das possibilidades que a tecnologia proporciona. Caberá especialmente aos gestores municipais o enfrentamento dessa situação e a busca de soluções para resolver questões que abrangem desde os serviços básicos de saúde e educação, passando por transporte, energia, emprego, moradia e infraestrutura, desafios que inevitavelmente atingirão os habitantes das pequenas e médias cidades. Para marcar este lançamento, teremos a presença de Giovanna Victer, Aldo Garcia, André Macieira e Umberto Mancebo. O evento terá mediação de Francisco Gaetani e José Henrique Paim. Palestrantes: Giovanna Victer - Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Fazenda e Finanças da Frente Nacional de Prefeitos e Secretária de Fazenda de Niterói Aldo Garcia - Presidente da Betha Sistemas André Macieira - Diretor da Elo Group Umberto Mancebo - Líder de Negócios em Governo da AWS Moderação: Francisco Gaetani - Professor e coordenador do MAP da FGV EBAPE José Henrique Paim - Professor da FGV EBAPE e diretor do FGV DGPE

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  • Webinar de lançamento do Programa Transformação digital na educação e comunicação do professor. O programa é composto por oito minicursos gratuitos, que visam à oferta de conteúdo relevante a professores, alunos e outros profissionais que atuam na área de educação, especialmente no ensino médio, tendo em mente o impacto das diversas tecnologias da informação e da comunicação nos processos de ensino e aprendizagem. Neste evento, os palestrantes apresentam a transformação digital na educação e comunicação do professor, as soluções para o enfrentamento desses desafios e as oportunidades para a educação. Abertura: Carlos Ivan Simonsen Leal - Presidente da FGV Apresentadoras: Marieta de Moraes Ferreira - Diretora da FGV Editora e do FGV Ensino Médio e Professora Emérita do Instituto de História da UFRJ Mary Murashima - Diretora de Gestão Acadêmica do Instituto de Desenvolvimento Educacional da FGV (2018-2020) e Professora Associada do Instituto de Letras da UERJ (1998-2020). Palestrantes: Mozart Neves Ramos - Membro do Conselho Nacional de Educação (2018-2022) e titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira do Instituto de Estudos Avançados da USP – Ribeirão Preto (2020). Raquel Villardi - Doutora e mestre em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professora titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana e do Programa de Pós-Graduação em Telemedicina e Telessaúde, ambos da UERJ. Moderação: José Henrique Paim Fernandes - Professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas – FGV EBAPE e Diretor do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da FGV – FGV DGPE.

    Acesse os cursos gratuitos em: https://fgv.br/cursos-gratuitos e https://ensinomediodigital.fgv.br/ Acesse também a apresentação da Prof. Mary Murashima, por meio do link: https://bit.ly/3cjnQlc ----- Este foi um evento promovido pela FGV DGA, FGV DGPE e FGV Ensino Médio, no dia 22/09/2020

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    Na medida em que o mundo passa por profundas mudanças em diversos campos, uma das suas consequências são as alterações no mercado de trabalho. Com a digitalização e os avanços tecnológicos, as profissões também estão se modificando. Enquanto algumas estão se tornando obsoletas, outras se fortalecem e novas surgem. Para acompanhar essas transformações, cada vez mais as pessoas precisam se formar, se capacitar ou se atualizar profissionalmente. Muitos trabalhadores precisam se requalificar porque seus trabalhos estão em vias de extinção. Em função disso, a sociedade terá interesse em estudar sempre, e esse comportamento leva à valorização da educação profissional e tecnológica.

    Esta é uma das conclusões a que chegaram os participantes deste webinário sobre o futuro da educação profissional, moderado pelo professor Aléssio Trindade, do Instituto Federal da Paraíba: Ellen Gera e Getúlio Marques, respectivamente secretários de educação do Piauí e do Rio Grande do Norte, Felipe Morgado, gerente executivo do Senai, Jefferson Manhães, reitor do Instituto Federal Fluminense, e Francisco Cordão, educador especialista em educação profissional.[sv1] 

    Para eles, a pandemia do SARS-CoV-2 trouxe algumas lições. Uma delas é a de que a falta de conexão com a internet leva a um aumento da desigualdade educacional no mundo todo. Neste sentido, a conectividade deve passar a integrar o direito à educação. Outro aprendizado é o de que a escola se revelou como uma grande invenção democrática, não apenas porque permite que os pais vão para o trabalho, mas principalmente porque aumenta a equidade no acesso ao aprendizado.

    A recente aprovação pelo Conselho Nacional de Educação das novas diretrizes curriculares da educação profissional e tecnológica é outro fator de estímulo para o futuro dessa modalidade de educação, abrindo a possibilidade de continuidade da formação, por meio de cursos superiores de tecnologia e de mestrado profissional. Os debatedores concordam, ainda, que a educação profissional está sendo vista como uma estratégia de política social, articulando educação, trabalho, desenvolvimento social e econômico, e para dar suporte ao uso intensivo das tecnologias digitais pela escola pública.

     Num futuro próximo, a partir da retomada das aulas presenciais, a educação profissional e tecnológica deve estreitar sua relação com o setor produtivo para verificar quais são os profissionais que o mercado de trabalho efetivamente necessita, para que novos cursos sejam ofertados ou para que os currículos dos cursos estejam mais conectados à vida no chão da fábrica ou das empresas. Importante, também, que haja maior articulação e integração entre as redes públicas e privadas para consolidar e ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica à sociedade.

     

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  • Num ano especialíssimo para a educação como este 2020, em que as aulas presenciais estiveram suspensas por mais de seis meses e em que os estudantes das escolas públicas brasileiras tiveram de recorrer à internet para poder estudar, uma população foi especialmente atingida: os formandos do ensino médio. Num momento em que deveriam estar se preparando, ainda com mais afinco do que anteriormente, para enfrentar o Enem e ingressar na universidade ou no mercado do trabalho, eles se viram sem professores, sem aulas, sem uma orientação sistemática. Como resgatar esse período perdido? Como recuperar, até a formatura, todos esses meses sem receber uma educação de qualidade? Como conseguir passar no Enem sem ter aulas? Como conseguir um emprego tendo concluído o segundo grau com uma enorme lacuna na aquisição de conhecimentos, competências e habilidades?

    Neste webinário, os secretários de educação dos estados de São Paulo, Rossieli Soares, e da Bahia, Jerônimo Rodrigues, os professores Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação e docente do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo-Polo Ribeirão Preto, Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, e a estudante Nalanda Pereira, do Instituto de Educação de Minas Gerais, com mediação da superintendente de educação e trabalho da Fundação Itaú para Educação e Cultura, Ana Inoue, discutem as perspectivas para os concluintes do ensino médio diante da pandemia.

    Uma certeza todos já têm: será grande o aumento do abandono escolar, o que vai exigir dos gestores educacionais uma forte busca ativa para que esses alunos não sejam deixados para trás. Nesse esforço, será importante mostrar ao jovem que, fora da escola, ele terá ainda mais dificuldade para entrar e ser bem sucedido no mercado de trabalho.

    Ao mesmo tempo, é necessário que os governos desenvolvam uma estratégia de geração de emprego e renda para que o estudante que está concluindo o ensino médio possa fazer parte da cadeia produtiva do país. A criação de uma política de acesso ao mundo do trabalho para esse jovem é urgente para impedir que ele entre para a categoria dos “nem-nem”, ou seja, daqueles que nem estudam, nem trabalham.

    Exatamente porque a recuperação da aprendizagem será mais difícil para esses alunos, o governo paulista decidiu criar um 4º ano do ensino médio, a partir de 2021, para atender aqueles que se formarem em 2020. Nesta nova série, eles poderão se aprofundar em disciplinas em que tenham mais interesse ou naquelas em que se sintam mais defasados ou com mais dificuldades. Esta parece ser uma boa solução para minimizar os prejuízos causados pela pandemia a esta população.

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  • Educar bebês e crianças pequenas da educação infantil durante a pandemia, com todos os protocolos e limites impostos pela Covid-19, é um dos desafios que se impõem aos professores e assistentes de turma que trabalham nesse nível da educação básica brasileira. Tocar, abraçar, acarinhar, beijar, e até morder, são parte intrínseca das relações e interações entre as crianças e os adultos e as crianças entre si, nesta fase da vida. Como lidar com isso em tempos em que o isolamento social, o uso de máscaras e o distanciamento físico são mandatórios? Como permitir a volta dessas crianças às creches e escolas garantindo sua segurança sanitária e protegendo-as do contágio?

    Neste webinário, Beatriz Cortese, gerente de programas e projetos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Eduardo Massad, médico epidemiologista, professor e pesquisador da FGV, Leandro Bassini, secretário municipal de educação de Suzano (SP), Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime nacional, Rita Coelho, pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora, membro do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib) e ex-coordenadora de educação infantil do Ministério da Educação e Silvia Pereira de Carvalho, coordenadora executiva do Instituto Avisa Lá, tendo como moderadora a coordenadora de implementação e mestre em educação pela PUC-SP Claudia Petri, discutem as grandes questões que se descortinam diante da educação infantil na pandemia e as estratégias para enfrentar os desafios que se colocam à sua frente.

    Pesquisa feita com secretários de educação de 48 municípios do Nordeste e do estado de São Paulo revelou que a principal preocupação desses gestores é o abandono escolar, que já está ocorrendo tanto na rede particular quanto na pública. Ao mesmo tempo, os retornos e interações entre as escolas e as famílias têm diminuído na medida em que o estar das crianças em casa está se “naturalizando”. Mapear as famílias em que pode haver maior perigo de abandono da educação, num concentrado esforço de busca ativa escolar, e ampliar as ações para manter e estreitar o vínculo das famílias com a escola parecem ser as principais soluções a serem buscadas por gestores, diretores e professores dessa etapa da educação básica.

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  • Tendo como moderadora a coordenadora de implementação do Itaú Social, Sonia Dias, e como palestrantes o diretor de políticas públicas da Fundação Santillana, André Lázaro, a professora, ex-secretária de educação de Minas Gerais e de Belo Horizonte e ex-secretária de diversidade e inclusão do Ministério da Educação Macaé Evaristo, o professor titular da Universidade Federal do Recôncavo Baiana (UFRB), presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia e também ex-secretário de diversidade e inclusão do MEC Paulo Gabriel Nacif e Rodrigo Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, este webinar trata de uma das mais tristes e cruéis dívidas sociais que o Brasil tem até hoje, passados mais de 500 anos de sua descoberta: a desigualdade social, que tem como um de seus corolários a exclusão educacional. Durante quase duas horas, os debatedores discutem como garantir acesso, permanência e aprendizado com equidade para crianças e jovens, independentemente de sua condição racial, étnica, socioeconômica ou por ter ou não alguma deficiência.

    Como sair da lógica da evasão e trabalhar a permanência dessas crianças? E como pensar numa permanência que não seja obrigatoriamente dentro de uma sala de aula? A infraestrutura existente nas escolas públicas de educação básica é incompatível com a necessidade de garantir segurança sanitária aos alunos. Até a pandemia, escolas chegavam a abrigar 40 alunos por sala de aula, número impensável em tempos de coronavírus. É mandatório, portanto, pensar em novos tempos e novos espaços para o processo ensino-aprendizagem. Uma das sugestões é seguir o exemplo de muitas escolas de educação do campo que trabalham com proposta pedagógica dividida em tempo-escola e tempo-comunidade, em que os estudantes passam períodos do ano letivo tendo aulas presenciais e outros períodos em que estudam em casa, já que precisam ajudar nos afazeres da comunidade. No entanto, para adotar um modelo semelhante, é preciso, antes, garantir uma política que universalize a inclusão e educação digital, com 100% de internet banda larga em todas as regiões do país, o que parece um sonho ainda distante, especialmente para as populações menos favorecidas

    Outras questões abordadas foram a reorganização do conteúdo curricular pós-pandemia, novas maneiras de trabalhar e de se agrupar e os protocolos a serem seguidos para a volta às aulas dos alunos com deficiências.

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  • Pesquisa desenvolvida pelo Todos pela Educação e Instituto Unibanco estima que os gastos adicionais das redes estaduais de ensino com a pandemia, no primeiro semestre de 2020, alcançaram quase R$ 2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão com alimentação escolar, R$ 422 milhões com ensino remoto e R$ 55 milhões com diversas ações, como formação de professores. A volta à escola vai representar ainda mais despesas, com a compra de equipamentos de limpeza e higiene, reforma de banheiros, redimensionamento de salas e espaços para a redução das turmas, aumento das matrículas nas redes estaduais com a chegada de alunos da iniciativa privada, infraestrutura pedagógica para redução dos déficits de aprendizagem e abertura de escolas nos finais de semana.

                O financiamento da educação tem como fundamento a arrecadação dos impostos, que vão formar o Fundeb, e o salário-educação. O salário-educação tem caído em função do desemprego, assim como a arrecadação de impostos. O financiamento da educação, portanto, depende da economia do país. Diferentes cenários preveem reduções nas receitas da educação em 2020 que vão de R$ 9 bilhões a R$ 27 bilhões.

    Diante dessa situação conjuntural, como garantir recursos para a educação? A medida mais urgente é a votação, pelo Congresso Nacional, da renovação e aprimoramento do Fundeb, para ter vigência a partir de 1/1/2021. Outras seriam a implantação de reajustes anuais dos valores per capita/aluno dos programas universais do FNDE de acordo com a inflação, socorro emergencial da União para a educação básica e aumento da complementação da União ao Fundeb em 2020.

    Apesar de os recursos para a educação serem prioridade da Constituição Federal, eles não estão protegidos das crises econômicas. Importante, portanto, aprovar uma legislação que resguarde o financiamento da educação das instabilidades econômicas, como ocorre na área da saúde, cujo financiamento está salvaguardado pela variação da inflação.

    Se você quer saber mais a respeito, assista este oitavo webinário da série Desafios da educação básica em tempos de pandemia. Mediados pelo coordenador do FGV DGPE e ex-presidente do FNDE Romeu Caputo, os palestrantes Caio Callegari, coordenador do Todos Pela Educação, João Bernardo Bringel, ex-secretário do Orçamento Federal, ex-secretário executivo do Ministério do Planejamento e líder de projetos do FGV DGPE, Josué Modesto, secretário de educação, esporte e cultura de Sergipe, Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime, Mariza Abreu, ex-secretária municipal e estadual de educação e consultora, e Nalú Farenzena, professora da UFRGS e presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação, apresentam sugestões e medidas para superar os desafios financeiros impostos à educação pela pandemia.

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  • Um dos principais elementos do processo ensino-aprendizagem, os professores estão lidando com os desafios e questões cotidianas decorrentes do isolamento social de maneira totalmente empírica. Apesar de o Brasil ter tido 45 dias para se preparar para enfrentar a pandemia, concretamente muito pouco, ou mesmo nada, foi feito pelas redes estaduais e municipais de ensino para capacitar o corpo docente a manejar um novo jeito de ensinar. De repente, eles se viram sem formação sobre o uso da tecnologia na educação, tendo de utilizar seus próprios computadores e celulares para dar aulas e se relacionar com os alunos e seus familiares, orientando pais a acompanhar os estudos dos filhos e sendo obrigados a trabalhar noite adentro para responder às centenas de emails com perguntas e pedidos de orientação de alunos e pais. Sem contar que boa parte deles trabalhava em casa, com filhos ao redor e tendo de lidar com todos os afazeres domésticos.

    Como enfrentar tudo isso? Como vencer o estresse decorrente dessa situação? Como evitar que a falta de acesso às aulas virtuais agrave ainda mais as desigualdades educacionais existentes no país? Como ensinar os alunos e impedir que abandonem a escola? Como repor o conteúdo que não foi transmitido? E que “novo normal” é esse?

    Se você está interessado nessas e em questões semelhantes, assista este webinar. Tendo como moderadora a professora Fátima Bayma, da FGV EBAPE, os debatedores – Diego Navarro de Barros, professor de educação básica do município de São Paulo, Fabíola Nagano, pedagoga e professora na Escola Estadual de Período Integral Alfredo Paulino (SP), Ivan Siqueira, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Maria do Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do MEC, Maria Regina dos Passos Pereira, bióloga, pedagoga, mestre em psicologia da educação e doutora em linguística aplicada e Sara Vergílio, professora de biologia e ciências dos ensinos fundamental II e médio da rede estadual de educação de São Paulo – discutem os efeitos da pandemia no cotidiano dos professores, dão respostas e oferecem sugestões para a construção de um modelo de ensino mais contemporâneo e de acordo com o século 21. Num ponto, todos concordam: o país está diante de uma grande oportunidade para inovar a escola pública.

     

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    A inexistência de um sistema nacional de educação e a ausência do MEC na liderança das articulações em busca de caminhos para o enfrentamento dos desafios educacionais durante a pandemia levaram o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) a assumirem o papel de condutores e coordenadores dos entendimentos entre as diferentes instâncias da rede pública de ensino para resolver essas questões. Ao fazê-lo, as duas entidades contribuíram para o fortalecimento do regime de colaboração entre estados e municípios diante de uma crise sem precedentes no país.

                A partir desta constatação, os debatedores deste webinar – Adriana Sperandio, secretária de educação de Vitória, Anna Helena Altenfelder, presidente do conselho e diretora executiva interina do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Binho Marques, ex-governador do Acre e ex-secretário de Articulação dos Sistemas de Ensino do MEC, João Marcelo Borges, diretor de estratégia política da ONG Todos Pela Educação, Marcelo Ferreira da Costa, vice-presidente da Undime nacional, e Natalino Uggioni, secretário da educação de Santa Catarina, tendo como moderador Bernardo Fajardo, professor da Ebape da FGV – discutiram quais os passos a serem dados, para além da pandemia, em busca do incremento dessa cooperação para enfrentar os graves problemas que a educação brasileira tem pela frente.

                Para eles, se a articulação entre estados e municípios já era importante antes da pandemia, ela tornou-se ainda mais necessária para os secretários estaduais e municipais de educação cumprirem suas responsabilidades como gestores, já que o alinhamento dos diferentes entes federativos tem de se dar em macro decisões e em assuntos cotidianos, como os horários do ônibus escolar que transporta alunos tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio ou o trato com as cooperativas que fornecem produtos para a alimentação escolar de alunos do estado e dos municípios.

    Uma das sugestões para tornar a colaboração mais efetiva e de melhor qualidade seria Consed e Undime criarem uma instância nacional de pacto federativo, inclusive com a formalização de acordos, consensos, pactuações e documentos oficiais conjuntos, que fortalecesse sua posição nas lutas por melhorias na educação, como a aprovação do novo Fundeb, a valorização dos professores e a formação docente.

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